Brasileiros têm nível de inglês abaixo da média

Brasileiros têm nível de inglês abaixo da média

Em 29/08/2016 às 07:47:51

Desde muito tempo, o Brasil vem lutando contra a falta de profissionais fluentes na língua inglesa. Isso pode ser visto nas escolas ou nas próprias empresas. Com um índice insatisfatório de fluentes no inglês em comparação com os demais países do globo, o Brasil ainda não registra uma melhora significativa. Isso foi mostrado na pesquisa “Business English report”, feita pela empresa GlobalEnglish. Nela, o Brasil aparece abaixo da média mundial e registra 4,45 pontos numa escala de 1 a 10. Segundo dados da pesquisa, menos de 7% dos profissionais que residem em países onde o inglês não é língua nativa (como, por exemplo, o Brasil e a maior parte da América Latina) são fluentes no inglês e têm capacidade de usá-lo como ferramenta de comunicação em seu cargo dentro das empresas.
 
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Na pesquisa, foram ouvidos mais de 100 mil funcionários de empresas de 152 países. O estudo analisou que, com base na escala mundial de 1 a 10, 4,45 estaria abaixo do nível médio de inglês para o mundo dos negócios, o que confirma que os atuais números de fluentes no Brasil são insuficientes para conseguir atender a todas as demandas de negócios do século 21. A grande maioria das pessoas compreende informações básicas, mas não entende apresentações, além de não conseguir assumir papéis de liderança ou travar discussões sobre tarefas mais complexas. Nessa escala, a pontuação 1 indicaria que o indivíduo consegue ler e escrever de forma simples na língua, mas considera difícil expressar-se. À medida que essa pontuação aumenta, aumenta também a habilidade de fazer-se compreendido pelos outros e de fazer uso de um vocabulário mais aprofundado.
 
Ranking da América Latina
 
O Brasil, apesar de ter regredido, parece bem cotado se comparado com seus países vizinhos, com exceção da Argentina, que obteve maior pontuação. A má notícia para o Brasil é que no índice por região, a América Latina é a que revela o pior indicador entre todas as demais regiões analisadas, alcançando um nível de proficiência de apenas 3,28. Atrás da América Latina, estão países como Cazaquistão, Afeganistão e Quirguistão, com uma média de 3,33, seguido do Oriente Médio, que atingiu uma média de 3,45. Os melhores desempenhos são de países de língua inglesa e, em segundo lugar, vem os países do norte da Europa.
 
Na análise por segmento, as melhores pontuações ficaram com a indústria de serviços. Isso porque os profissionais desse campo têm nível de fluência voltado para negócios, com 5,34. Os profissionais da área de tecnologia pontuaram 5,2. A terceira posição ficou com os profissionais da área farmacêutica (5,8) e o pior desempenho ficou com as áreas de governo e de educação, com média de 3,26.


Autor: Sophia Parente

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